A banda norte-americana Fishbone se apresenta no dia 31 de outubro, um sábado, a partir das 17h, no Fabrique Club, em São Paulo. O show, realizado pela Maraty, traz ao Brasil uma das formações mais inventivas surgidas na cena punk de Los Angeles, conhecida por unir punk, ska, funk e soul em uma música explosiva, socialmente consciente e marcada por forte presença de palco. A banda convidada do evento é a paulistana de ska feminina Maga Rude. Com mais de quatro décadas de trajetória, o Fishbone construiu sua história como uma banda que atravessou fronteiras musicais sem suavizar o discurso. Desde o fim dos anos 1970, a formação se tornou referência pela combinação de metais, baixo funk, guitarras de punk e rock pesado, vocais intensos e letras ligadas a temas políticos, raciais e sociais. O show em São Paulo acontece em um momento importante da trajetória da banda. Em 27 de junho de 2025, o Fishbone lançou Stockholm Syndrome, nono álbum de estúdio da carreira e primeiro registro completo em mais de 20 anos. O disco retoma a energia caótica, as melodias diretas e o comentário político que acompanham a banda desde seus primeiros anos, agora com canções que tratam de vida contemporânea, tensões sociais, relações pessoais, sobrevivência e redenção. O primeiro single do álbum, “Racist Piece of Shit”, também apresentado como “RxPxOxS”, saiu em novembro de 2024 e trouxe uma crítica direta ao racismo global, com a intensidade característica do Fishbone. Já “Last Call in America”, faixa com participação de George Clinton, foi composta por Christopher Dowd e Walter “Dirty Walt” Kibby, integrantes originais da banda, e comenta as dificuldades econômicas e sociais dos Estados Unidos. Sobre “Racist Piece of Shit” , Christopher Dowd afirma que “a música é um alerta para que a humanidade reconheça o ponto de ruptura que está dilacerando a alma deste país e do mundo”. A presença de George Clinton em Stockholm Syndrome reforça a ligação do Fishbone com a tradição do funk norte-americ